Golpe de Vista

Paulo Gonçalves aceita desafio no Livração


Paulo Gonçalves vai treinar equipa de Marco de Canaveses 

O técnico de 38 anos, Paulo Gonçalves é novo treinador do Grupo Desportivo Livração, equipa de Marco de Canaveses, militante na série 2 da 1ª divisão distrital. O ex timoneiro do Vilarinho, que também já passou pelas camadas jovens de Raimonda, Sanfins e Freamunde, chega ao emblema marcoense numa altura em que estão disputadas quatro jornadas do campeonato e o Livração soma quatro pontos.

Paulo Gonçalves concedeu algumas declarações ao Golpe de Vista, nas quais esclareceu as razões desta escolha, os objetivos para a restante temporada e nos falou um pouco acerca das suas ideias enquanto técnico.

GOLPE De VISTA- Porque decidiu aceitar o convite para treinar o GD Livração?

Paulo Gonçalves- Aceitei este convite por existir uma vontade partilhada pelas duas partes e pela confiança na minha competência e por isso foi fácil chegar a um acordo.

GDV- Qual é objetivo para a restante época?

PG-  O GD Livração é um clube humilde e com algumas limitações, mas que pelas primeiras notas que consegui tirar, me parece ser dirigido por pessoas também elas humildes, sinceras e verdadeiras. Tem um grupo de trabalho com alguma qualidade e unido, pode ser um handicap muito positivo para alcançar a meta traçada que é a manutenção. Pretendemos também melhorar o registo pontual da ultima época.

GDV- Sem menosprezo para o Livração, considera que este é um passo atrás na sua carreira, uma vez que a última divisão na qual treinou foi a Elite?

PG- Não! Tenho um objetivo pessoal e um patamar bem definido que quero atingir. Sei também que tenho um longo e difícil caminho pela frente e que muitas das vezes vou ter de caminhar sozinho “quando ganhas és seguido quando perdes és esquecido”! Terei muitos obstáculos para ultrapassar, como aquele que tinha neste momento á minha frente: estar sem clube desde dezembro de 2015, tinha duas opções, continuar á espera “eternamente” e não aproveitar esta oportunidade ou com a mesma vontade de sempre voltar a caminhar, por um percurso sinuoso e desconhecido, mas que acredito ser aquele que me vai dar a possibilidade de voltar a alcançar uma velocidade correta e coerente para chegar ao meu destino.

GDV- Qual é a sua filosofia enquanto treinador?

PG- Um treinador tem que “construir” constantemente, ou seja, aquilo que fazemos hoje terá de ser sustentado e melhorado amanhã. Se ficarmos agarrado áquilo que conseguimos no passado, o mais certo é tudo ruir e nesse momento tens duas opções, desistir ou então continuar a construir. Eu vou continuar a construir!

 

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